Preço público
Quanto custa desenvolver uma aplicação com IA para uma empresa em Portugal?
Na Tecnea, o desenvolvimento de uma aplicação à medida com inteligência artificial custa entre 5.000 e 20.000 €, sem IVA, com preço fechado em cada fase, e o preço é o mesmo em Portugal e em Espanha. Uma aplicação sobre um processo e sem integrações complexas começa nos 5.000 €; uma aplicação completa, integrada com o ERP ou o CRM, chega aos 20.000 €. Antes disso, uma prova de conceito (piloto) desde 850 € mostra a base da aplicação a funcionar com casos reais da sua empresa, sem comprometer o projeto. Não cobramos um diagnóstico à parte: a primeira conversa é gratuita, e a análise técnica e o levantamento de requisitos fazem parte do piloto. Depois da entrega, uma mensalidade desde 250 €, durante a vigência do contrato, inclui a infraestrutura do serviço, a conta com o fornecedor de IA, a manutenção e a evolução, sem licenças por utilizador. A propriedade do código específico do seu projeto, dos prompts, das configurações, da documentação e dos dados fica fixada no contrato a favor da sua empresa; os componentes próprios da Tecnea sobre os quais a aplicação é construída continuam a ser da Tecnea e são usados no âmbito do serviço. Dentro desse intervalo, o preço depende de quantos sistemas é preciso integrar, do estado dos dados e de onde têm de ficar alojados. A dimensão da sua empresa e as horas que dedicamos não entram na conta.
Desenvolvimento da aplicação completa, sem IVA, com preço fechado por fase
Prova de conceito (piloto) sobre um processo, antes do projeto
Infraestrutura, IA e manutenção, durante o contrato
O custo não sobe porque entram mais pessoas
O que faz um projeto custar 5.000 € ou 20.000 €?
Cinco variáveis. O preço fecha-se sobre um âmbito escrito, por isso o que o faz variar é o que está dentro desse âmbito. A dimensão da sua empresa e o número de horas que dedicamos ficam de fora.
Quantos sistemas é preciso tocar, e se se deixam tocar. Integrar uma aplicação com um ERP que tem uma API documentada é trabalho previsível. Fazê-lo com um que não a tem (por troca de ficheiros, por acesso direto à base de dados ou pelo mecanismo que esse fabricante permita) dá mais trabalho e, sobretudo, mais testes. É a variável que mais mexe no preço dentro do intervalo.
O estado dos dados. Se a informação já está estruturada num sistema de gestão, o projeto arranca. Se vive em PDF digitalizados, em folhas de cálculo preenchidas com critérios diferentes consoante quem as preenche ou em papel, há uma fase pelo meio antes de a IA poder fazer alguma coisa útil com ela.
Onde têm de estar esses dados. Um modelo alojado na União Europeia cobre a maioria dos casos. Quando o dado é de categoria especial (saúde, por exemplo) ou quando a empresa exige que não saia do seu próprio ambiente, é preciso montar infraestrutura dedicada, e isso nota-se no preço e no prazo. Explicamos em detalhe em IA privada e conforme à lei.
Quantos processos entram e quem os usa. Um processo com uma equipa interna não custa o mesmo que vários processos com perfis, permissões e clientes externos a entrar de fora da empresa.
O que a lei obriga nesse caso concreto. Informar a pessoa de que está a falar com um sistema de IA (artigo 50.º do Regulamento Europeu de IA, aplicável desde 2 de agosto de 2026), deixar registada a supervisão humana ou documentar um tratamento de dados de categoria especial do artigo 9.º do RGPD é trabalho real, que se faz desde o desenho. As regras são as mesmas em toda a União Europeia; em Portugal, a autoridade designada pelo Governo para supervisionar o Regulamento é a ANACOM. Resumimos o que muda em Portugal em AI Act, RGPD e faturação eletrónica em Portugal.
Um projeto com pontuação baixa nas cinco fica perto dos 5.000 €. Um com pontuação alta em quatro ou cinco fica perto dos 20.000 €. A maioria cai no meio.
| Variável | Puxa para os 5.000 € | Puxa para os 20.000 € |
|---|---|---|
| Integrações | Nenhuma, ou uma com API documentada | Várias, e alguma sem API: ficheiros ou acesso direto à base de dados |
| Estado dos dados | Já estruturados num sistema de gestão | Papel, PDF digitalizados ou folhas de cálculo com critérios diferentes por pessoa |
| Onde vivem os dados | Modelo alojado na União Europeia | Infraestrutura dedicada ou modelo privado no ambiente do cliente |
| Âmbito funcional | Um processo, uma equipa interna | Vários processos, permissões por perfil e utilizadores externos |
| Exigência legal | Uso interno de risco mínimo | Dados de categoria especial, interação com clientes, supervisão documentada |
Que fases tem o projeto, quanto dura cada uma e o que se entrega?
O intervalo de 5.000 a 20.000 € é o desenvolvimento da aplicação completa. A prova de conceito vem antes e à parte, desde 850 €, e é a única coisa que se paga até decidir se se avança.
A sequência é esta. A primeira conversa não se cobra e serve para saber se há um caso que valha a pena. O piloto constrói a base da aplicação e demonstra-a com casos reais da sua empresa; é o primeiro investimento. A implementação (a aplicação em produção, integrada e com a sua equipa formada) só chega se o piloto mostrar que compensa. A evolução é uma mensalidade durante o contrato: cobre a infraestrutura, a conta de IA e a manutenção.
O piloto é uma prova de conceito a sério: a base da aplicação a funcionar com os seus dados e os seus casos, que é a única forma de saber se o processo melhora antes de gastar o resto do orçamento. A aplicação que se entrega e se usa em produção chega depois, na implementação. O piloto é um desenvolvimento rápido e de baixo custo para validar a ideia (e as que lhe propomos) antes de comprometer o projeto.
| Fase | Duração | O que recebe | Quanto custa |
|---|---|---|---|
| Primeira conversa | 30 minutos | Uma resposta honesta sobre se há um caso que valha a pena automatizar, e qual seria. Se não houver, também lho dizemos | Gratuita e sem compromisso |
| Piloto (prova de conceito) | 2 a 4 semanas | A base da aplicação, demonstrada com casos reais da sua empresa: o que faz, como se integra com os seus dados e que vantagens lhe daria. Inclui a validação técnica da solução e o levantamento de requisitos que delimita a implementação. Nesta fase não se entrega a aplicação; se não convencer, o projeto fica por aqui | Desde 850 € |
| Implementação | 8 a 12 semanas | A aplicação em produção com a sua equipa: integração com ERP, CRM e correio eletrónico; permissões e segurança; formação; documentação de conformidade com o AI Act e o RGPD; entrega e documentação técnica | O desenvolvimento da aplicação completa: entre 5.000 e 20.000 € |
| Evolução | Mensal, durante o contrato | Infraestrutura do serviço, conta com o fornecedor de IA, manutenção, novos casos de uso e revisão da conformidade quando mudam as regras ou os modelos | Desde 250 €/mês |
Porque é que o piloto vem antes do projeto grande?
Porque o travão de quem compra raramente é só o dinheiro. Entre as empresas portuguesas com 10 ou mais pessoas ao serviço que ponderaram usar IA e não a usam, 74,4% dizem que lhes faltam conhecimentos adequados e 60,4% que os custos lhes parecem demasiado elevados (Eurostat, tabela `isoc_eb_ai`, com os dados do inquérito do INE de 2025). Convém ler bem o denominador: estas percentagens calculam-se só sobre as empresas que ponderaram usar IA e não a usam (12,35% do total das empresas), e a pergunta admite várias respostas. Com essa ressalva, a falta de conhecimentos vem à frente do preço. Em Portugal, porém, o custo pesa bastante mais do que na média europeia: na UE-27, na mesma tabela, as duas razões ficam em 70,31% e 38,37%.
É por isso que não cobramos um diagnóstico à parte antes de começar, e o piloto responde às duas razões ao mesmo tempo. Traz o conhecimento que falta: constrói a base da aplicação, demonstra-a com casos reais da sua empresa e, entretanto, valida tecnicamente a solução e afina os requisitos. E limita o risco do custo: o compromisso inicial fica nos 850 €, e o âmbito da implementação fecha-se depois com menos incerteza (e, na prática, com menos custo), porque as surpresas aparecem quando já há algo a funcionar.
Convém não o confundir com a primeira conversa. A sessão inicial de trinta minutos que oferecemos no site, o diagnóstico de contexto IA, é gratuita e sem compromisso: serve para saber se há um caso que valha a pena e para lhe dizer com franqueza se não houver. O que não fazemos é faturar um estudo prévio que acaba num relatório. Se é preciso olhar para os sistemas por dentro, falar com quem faz o processo e medir o volume real, isso é trabalho do piloto e acaba em algo que funciona.
Porque é que o preço é fechado por fase e não por horas?
Porque a objeção real de quem vai assinar é «quando começarmos, isto dispara». Com um pacote de horas, o risco de o trabalho demorar mais do que o previsto fica do lado do cliente. Com preço fechado por fase, fica do nosso lado.
Funciona assim. Cada fase tem um âmbito escrito, um preço e uma data. O que está dentro desse âmbito entrega-se por esse preço, demore o que demorar. O que aparece depois e não estava lá (mais um sistema para integrar, um fluxo que se descobre a meio do caminho) orçamenta-se à parte e acorda-se antes de o fazer. Nunca aparece numa fatura algo que não tenha sido falado antes.
E entre uma fase e a seguinte há uma decisão real. O piloto existe precisamente para que o segundo investimento seja opcional: se não acrescentar valor, o projeto fica por aí e o resto do orçamento não se compromete. É uma forma barata de verificar se um fornecedor faz o que diz.
Que tipo de projeto cabe em cada parte do intervalo?
A coluna da direita indica onde costuma cair cada tipo de projeto quando se aplicam as cinco variáveis de cima.
Os três casos a negrito (escritório de advogados, distribuidor grossista e construtora) são projetos reais da Tecnea com empresas em Espanha, anonimizados. As outras duas linhas descrevem tipos de aplicação, sem corresponder a um projeto concreto. Não publicamos o nome de nenhum cliente sem a sua autorização por escrito, nem o valor de um contrato concreto. Há mais exemplos em casos de sucesso.
Se quiser ver o mesmo raciocínio aplicado à sua região, temos páginas para Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Faro, com os setores que mais pesam em cada uma.
| Tipo de projeto | O que resolve; a negrito, o caso real da Tecnea (anonimizado) | Onde costuma cair |
|---|---|---|
| Assistente sobre a documentação interna (RAG) | Contratos, processos, manuais e procedimentos consultáveis em linguagem natural, com a fonte de cada resposta e controlo de acesso por pessoa | Parte baixa se o repositório estiver delimitado e não houver integrações: desde 5.000 € |
| Leitura automática de documentos | Construtora: relatórios de obra a partir do telemóvel, leitura automática de guias de remessa e faturas e controlo de custos face ao orçamento de cada obra | Parte baixa ou média, consoante quantos formatos diferentes é preciso reconhecer e contra que sistema se validam |
| Geração de documentos com supervisão humana | Escritório de advogados: revisão de relatórios médicos digitalizados e geração da análise do caso com dados de saúde pseudonimizados, com supervisão do advogado em cada documento. Os limites, em IA e sigilo profissional em escritórios de advogados | Parte média ou alta. O dado de saúde é de categoria especial (artigo 9.º do RGPD): o seu tratamento é proibido salvo se se aplicar uma das exceções do artigo 9.º, n.º 2, e obriga a documentar o fundamento jurídico, a aplicar medidas de segurança reforçadas do artigo 32.º (entre elas a pseudonimização) e, quando se justifica, a fazer uma avaliação de impacto do artigo 35.º. Na prática, muitas vezes obriga também a infraestrutura dedicada |
| Portal ou aplicação para clientes externos com IA conversacional | Distribuidor grossista: portal de encomendas B2B com assistente por voz e texto integrado com o ERP; preços, stock e condições saem sempre do sistema de gestão e nunca são inventados pela IA. O que é preciso para o montar, em encomendas por voz e por chat ligadas ao ERP | Parte alta. Utilizadores externos, integração com o ERP nos dois sentidos e transparência obrigatória com quem fala com o sistema |
| Painel de gestão e controlo | Dados de vendas, obra, produção ou serviço em tempo real, sem ter de pedir relatórios a ninguém | É o que mais varia: depende de quantas fontes é preciso juntar e do estado em que estão |
O que está incluído no preço e o que não está?
Os valores desta página são sem IVA. Isto é o que entra no preço fechado de cada fase:
- A análise do processo e a definição do âmbito.
- O desenvolvimento da aplicação e a integração com os sistemas previstos nesse âmbito.
- A entrada em produção com utilizadores reais, na fase de implementação.
- A propriedade do código específico do seu projeto, dos prompts, das configurações e da documentação, fixada no contrato com cláusulas claras a favor da sua empresa; e os componentes próprios da Tecnea sobre os quais a aplicação é construída, já testados noutros projetos (é o que permite este preço e estes prazos), incluídos no serviço.
- A infraestrutura dedicada onde corre a aplicação e a conta com o fornecedor de IA: contratadas e operadas pela Tecnea, incluídas na mensalidade enquanto durar o contrato.
- Documentação técnica completa do sistema, mantida atualizada durante o contrato.
- Sem dependência do fornecedor de IA: a aplicação pode mudar de modelo sem ser refeita, por isso uma mudança de tarifas ou de condições de um fornecedor não obriga a reconstruí-la.
- A documentação de conformidade do sistema que construímos: registo, classificação de risco segundo o Regulamento Europeu de IA, fundamento jurídico do tratamento, localização dos dados e supervisão humana onde se aplica.
- A formação da equipa que o vai usar, na fase de implementação.
E isto é o que não está incluído e tem o seu próprio valor no orçamento: as licenças do software que a sua empresa já usa (ERP, CRM, correio eletrónico, assinatura eletrónica) e as de qualquer plataforma de terceiros de que o projeto precise; as alterações de âmbito posteriores à assinatura da fase, que se orçamentam à parte e se acordam antes de as fazer; as integrações com sistemas que não estavam no âmbito acordado; e a migração de dados históricos, quando existe, que entra como rubrica própria porque o seu custo depende do estado desses dados, mais do que da dimensão da aplicação.
Sobre o consumo dos modelos circulam muitos intervalos emprestados e nenhum dado medido. Fica aqui um nosso: a primeira versão da calculadora de ROI deste site gerava um relatório personalizado de cerca de 26 páginas e cada relatório custava cerca de 0,04 € de modelo. É uma medição própria, sobre a nossa própria ferramenta, em 2026, que não serve para orçamentar o seu caso nem como média do setor. Serve para situar a ordem de grandeza: o consumo de modelos é uma rubrica pequena, e por isso cabe na mensalidade sem que o valor dispare; o volume real mede-se durante o piloto e é o que ajusta o «desde» da mensalidade. Se alguém lhe apresentar o consumo de IA como o grande custo escondido do seu projeto, peça-lhe a conta por operação.
O que se paga todos os meses depois da entrega?
Uma mensalidade desde 250 € por mês, durante a vigência do contrato, que cobre a infraestrutura do serviço, a conta com o fornecedor de IA, a manutenção e a evolução: suporte, melhorias, novos casos de uso e a revisão da conformidade quando mudam as regras ou os modelos. «Desde» é literal: 250 € é o ponto de partida, e a mensalidade concreta depende do volume de uso da IA, da infraestrutura de que a aplicação precisa e do que é preciso manter; fecha-se por escrito antes da entrega. Enquanto o contrato estiver em vigor, a mensalidade é obrigatória, porque é ela que mantém a aplicação a funcionar: sem infraestrutura nem conta de IA não há aplicação. Se no futuro decidir terminar o contrato, a mensalidade deixa de ser cobrada: o código desenvolvido para a sua empresa e os seus dados continuam a ser seus, e o que faz parte do serviço (infraestrutura, conta de IA e componentes da Tecnea) é substituído ou acordado segundo o previsto no contrato.
Não há outros custos recorrentes da nossa parte: o consumo dos modelos está dentro da mensalidade, e o seu volume real mede-se durante o piloto para ajustar o valor.
O que nunca vai pagar é uma licença por utilizador, e aí está a diferença entre duas formas de o custo crescer. Uma ferramenta paga por utilizador e por mês multiplica: mais pessoas, mais meses, mais fatura, e o preço do ano seguinte é decidido pelo fabricante. Um projeto à medida é um valor único mais uma mensalidade; se amanhã entrarem mais dez pessoas na equipa, nada muda.
Uma recomendação que serve para qualquer orçamento, o nosso incluído: peça o custo a 24 meses. Valor único mais mensalidade vezes vinte e quatro, e ao lado a mesma conta para a alternativa que estiver a avaliar. Se um fornecedor só lhe der um número global, sem separar o que se paga uma vez do que se paga todos os meses, a proposta dele não se pode comparar com as outras.
Em que difere de comprar uma ferramenta de catálogo?
Uma ferramenta de catálogo é um produto construído para um processo padrão e vendido por utilizador e por mês. Um desenvolvimento à medida é uma aplicação construída para o seu processo, que passa a ser sua. A diferença nota-se em três sítios.
No que pode fazer. O produto faz o que o fabricante decidiu que faria, e faz muito bem o que está no catálogo. Se o seu negócio tem uma regra própria (uma tarifa negociada cliente a cliente, um fluxo de aprovação fora do padrão, uma exceção que no seu setor é a norma), ou a ferramenta a contempla ou não a vai ter. À medida, essa regra é o ponto de partida.
No que custa com o tempo. Faça a conta com números redondos: uma ferramenta de 30 € por utilizador e por mês para 25 pessoas são 750 € por mês, 9.000 € num ano e 18.000 € em dois, e o número sobe sempre que entra alguém. Este exemplo é só aritmética, sem o preço de nenhum fabricante: confirme sempre o valor oficial no site de quem lha vende, porque muda com as promoções e com o plano base que exija por baixo.
No que lhe fica. Ao cancelar uma subscrição não fica nada. Ao terminar um projeto à medida ficam, num repositório da sua empresa, o código específico do seu projeto, os prompts, as configurações, a documentação e os dados; os componentes próprios da Tecnea sobre os quais a aplicação é construída continuam a ser da Tecnea e são usados no âmbito do serviço.
E um aviso que convém fazer antes de qualquer reunião: se o seu ERP já traz de série a função de que precisa, comece por aí. Vários fabricantes de software de gestão estão a acrescentar camadas de IA aos seus produtos, e ativar o que já pagou será sempre mais rápido e mais barato do que desenvolver. O desenvolvimento à medida justifica-se quando o padrão não cobre as suas regras, quando o seu sistema não está na lista de integrações de ninguém ou quando o dado não pode sair de onde está. Como decidir, com os casos contra, está em basta-me a IA que vem no meu programa ou preciso de um desenvolvimento à medida?.
Sai mais barato do que um freelancer ou do que uma consultora grande?
Depende do que precisa, e há casos claros em que a resposta é não.
Antes da comparação, uma ressalva. Não conhecemos nenhuma estatística oficial, em Portugal ou em Espanha, sobre o que custa um projeto de IA, e para Portugal não encontrámos o custo por hora do setor informático com uma fonte verificável que permita traduzir o nosso preço em horas de trabalho qualificado. Por isso a comparação faz-se pelo que cada opção dá e pelo que não dá.
A Tecnea é uma equipa sénior sem intermediários, com dez anos de sistemas em produção. Trabalhamos com empresas em Portugal em português, à distância, com reuniões presenciais quando o projeto o pede.
| Opção | Quando é a opção certa | O que não vai ter |
|---|---|---|
| Ferramenta de catálogo por subscrição | O processo é padrão, o seu ERP está na lista de integrações e quer começar na próxima semana com um investimento inicial baixo | As regras próprias do seu negócio, o código e o controlo do custo à medida que a equipa cresce: paga por utilizador e por mês, e o preço é revisto pelo fabricante |
| Freelancer ou programador independente | O trabalho está delimitado, sabe com precisão o que quer e tem dentro de casa alguém que o possa dirigir e manter depois | A continuidade se essa pessoa deixar de estar disponível e, salvo acordo por escrito, a parte de conformidade: documentação do AI Act, fundamento jurídico do tratamento e registo de sistemas |
| Tecnea | A sua equipa (com ou sem informático) não tem experiência em IA, o processo tem regras próprias, o dado é sensível ou tem de ficar na União Europeia ou no seu ambiente, e quer ficar com o código | Uma estrutura de centenas de pessoas, com comités e turnos: o projeto é conduzido pela mesma equipa sénior que o analisou, sem intermediários |
| Consultora ou integradora grande | Precisa de uma estrutura de centenas de pessoas, de certificações concretas ou de um fornecedor com a burocracia que exige o departamento de compras de uma grande empresa | Preço e rapidez. E convém perguntar por escrito quem vai executar o projeto: em estruturas grandes, a equipa que apresenta a proposta pode não ser a que trabalha depois |
Em quanto tempo se recupera o investimento?
Não publicamos um prazo médio de retorno, e desconfie de quem o publique. Para o fazer com rigor seria precisa uma amostra própria, medida com os dados do cliente antes e depois e auditada por alguém que não ganhe com o resultado. Hoje ninguém tem isso no mercado da IA, nem em Portugal nem em Espanha.
O que se pode fazer é a conta com os seus próprios números, em três linhas:
- 1Quantas horas por mês a sua equipa dedica ao processo concreto que quer automatizar. Conte só esse processo, sem somar o resto do trabalho da equipa.
- 2Quanto custa essa hora à sua empresa. Use o seu dado interno. Se não o tiver à mão, o custo médio do trabalho por hora em Portugal foi de 19,4 € em 2025 (Eurostat, média do conjunto da economia, sem a agricultura nem a administração pública). Inclui as contribuições sociais do empregador e outros custos: é o que a hora custa à empresa, acima do salário bruto.
- 3Que parte dessas horas desaparece de facto. É aqui que falham quase todas as estimativas que se publicam. Automatizar um processo raramente elimina 100% do tempo: o que fica é a revisão humana, que em muitos processos (e em todos os que tocam dados pessoais ou decisões com consequências) é obrigatória.
Multiplique as três e tem a poupança mensal. Divida o valor do projeto por essa poupança e tem os meses. E desconte da poupança o custo recorrente (a mensalidade e o consumo de modelos): não o deixe fora da conta.
Os números de retorno que circulam são de terceiros e não foram medidos em empresas portuguesas. O mais bem documentado é o da BCG: em *The Widening AI Value Gap* (Build for the Future 2025, publicado a 30 de setembro de 2025), as empresas a que chama «future-built» declaram o dobro do aumento de receitas e uma redução de custos 40% maior do que a das atrasadas, e só nas áreas onde aplicam IA. Citamo-lo também em mais rentável sem crescer em estrutura, com um aviso que repetimos aqui: a BCG é uma consultora que vende serviços de inteligência artificial, por isso tem interesse comercial direto em que o número seja alto. Serve para saber que o efeito existe. Não serve para lhe prometer o seu.
Se quiser uma estimativa de partida para o seu caso, a calculadora de ROI faz-lha num minuto e mostra o resultado no ecrã, sem lhe pedir o email.
De onde vem este preço e porque o publicamos?
Publicamos o intervalo por duas razões. A primeira é prática: «depende, peça orçamento» obriga a uma reunião só para saber se vale a pena falar, e isso faz perder tempo às duas partes. A segunda é que, quando alguém viu três fornecedores com tabela de preços e chega a um que não a tem, a falta de preço lê-se como sinal de que vai sair caro.
Agora, com precisão: 5.000-20.000 € é o nosso intervalo, o dos projetos que fazemos, e é igual em Portugal e em Espanha. Não é uma média do mercado português: não conhecemos nenhuma estatística oficial, setorial ou associativa sobre o que uma empresa portuguesa paga por um projeto de inteligência artificial.
O que tem fonte primária é o que usámos nesta página: o custo do trabalho por hora e o uso de IA nas empresas, ambos do Eurostat (o segundo, com os dados do inquérito do INE). Com esses dados e com a conta a 24 meses que propomos acima, qualquer pessoa pode julgar se o nosso intervalo é razoável sem ter de confiar em nós.
E o que publicam outros fornecedores espanhóis, dito com o aviso de que são tarifas próprias, autodeclaradas e com interesse comercial direto, tal como a nossa (não verificámos tarifas de fornecedores portugueses): há quem publique 5.000-20.000 € + IVA para software de IA à medida, a mesma banda que a nossa, com manutenção opcional de 300 €/mês; quem publique intervalos por tipo de trabalho, de 800-2.500 € uma automatização simples a 6.000-20.000 € a transformação de um processo completo; e quem situe o seu mínimo nos 15.000 € porque vende outra coisa, um produto SaaS à medida. Ninguém audita estes números. O nosso também não.
Uma última nota sobre como citamos. O dado mais repetido em Portugal é que 11,5% das empresas usam IA. O número está certo e é do INE (destaque de 21 de novembro de 2025), mas convém citá-lo completo: refere-se a empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço e ao ano de 2025, e sobe 2,9 pontos percentuais face a 2024. Muda muito com a dimensão: segundo o Eurostat, que publica os mesmos dados do inquérito, 9,43% nas empresas de 10 a 49 pessoas, 18,21% nas de 50 a 249 e 49,15% nas de 250 ou mais. Na média da UE, o Eurostat situa a mesma percentagem em cerca de 20%. Além disso, «usar IA» significa neste inquérito responder que sim a pelo menos uma de várias tecnologias, do reconhecimento de voz à automatização de fluxos de trabalho. Escrevemos sempre o período e o universo tal como a fonte os escreve. É o mesmo critério com que vamos documentar o seu projeto.
E se o meu caso não encaixar em nenhum destes intervalos?
Acontece muitas vezes, e é uma resposta legítima. Se aquilo de que precisa é um produto padrão, dizemos-lho e poupa o projeto. Se o seu sistema de gestão não aparece na lista de integrações de nenhum fabricante, esse é exatamente o caso em que um desenvolvimento à medida compensa, e é dos que melhor conhecemos.
A forma de o saber é curta: conte-nos o processo que quer melhorar (quem o faz hoje, com que sistemas e quantas vezes por mês) e dizemos-lhe se faz sentido automatizá-lo, que âmbito teria o piloto e que preço fechado tem. Se a resposta for que não compensa, também a vai receber.
Antes de contratar alguém, connosco ou com outro fornecedor, convém ler os dez critérios para escolher um fornecedor de IA e o que exigir no contrato. Está escrito para que o possa usar também contra a nossa própria proposta.
Fontes
- 1.Eurostat: custo médio do trabalho por hora em 2025, divulgado a 31-mar-2026 (tabela tps00173). Portugal 19,4 €/h; UE 34,9 €/h; custo total do trabalho, conjunto da economia sem agricultura nem administração pública. Consultado diretamente na base do Eurostat a 14-out-2026 (tabela atualizada a 23-abr-2026).
- 2.INE (Portugal): «11,5% das empresas utilizam inteligência artificial», Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas 2025, destaque de 21-nov-2025: ine.pt. Empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço; 2,9 pontos percentuais acima de 2024. Consultado a 14-out-2026.
- 3.Eurostat: tabela `isoc_eb_ai` («Artificial intelligence by size class of enterprise»), dados de 2025, atualizada a 15-jun-2026: ec.europa.eu. Empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço. Portugal: 11,54% usam IA (9,43% das de 10 a 49 pessoas, 18,21% das de 50 a 249 e 49,15% das de 250 ou mais; UE-27: 19,95%); 12,35% do total ponderaram usá-la e, entre estas, as razões para não a usar são falta de conhecimentos 74,4% e custos 60,43% (UE-27: 70,31% e 38,37%). Consultado diretamente na base do Eurostat a 14-out-2026.
- 4.Eurostat: «Use of artificial intelligence in enterprises», dados extraídos em dezembro de 2025: ec.europa.eu. Cerca de 20% das empresas da UE com 10 ou mais pessoas ao serviço usaram IA em 2025.
- 5.ANACOM como autoridade do Regulamento Europeu de IA: anúncio do Governo de 19-set-2025, noticiado pelo ECO. Notícia de imprensa; não confirmámos o diploma de designação.
- 6.Regulamento (UE) 2024/1689 (Regulamento Europeu de IA), art. 50.º e art. 113.º: eur-lex.europa.eu.
- 7.BCG: «AI Leaders Outpace Laggards…», 30-set-2025, e relatório *The Widening AI Value Gap*. Consultora com interesse comercial direto no resultado.
- 8.Tarifas de outros fornecedores espanhóis: autodeclaradas por cada empresa no seu próprio site, sem auditoria de terceiros e com interesse comercial direto. Consultadas a 9 e 10-set-2026.
- 9.Dado próprio da Tecnea: cerca de 0,04 € de custo de modelo por relatório premium gerado pela primeira versão da calculadora deste site. Medição interna, 2026.
Perguntas frequentes
O que nos perguntam sobre isto
Quanto custa desenvolver uma aplicação com IA para uma empresa em Portugal?+
Entre 5.000 e 20.000 € sem IVA na maioria dos casos, com preço fechado em cada fase. Uma aplicação sobre um processo e sem integrações complexas começa nos 5.000 € e uma completa, integrada com o ERP ou o CRM, chega aos 20.000 €; antes, a prova de conceito (piloto) começa nos 850 €. O valor exato depende de quantos sistemas é preciso integrar, do estado dos dados e de onde têm de ficar alojados.
O preço é o mesmo em Portugal e em Espanha?+
Sim. O intervalo do desenvolvimento, o piloto e a mensalidade são os mesmos nos dois países, em euros e sem IVA. A cidade ou o país da sua empresa não mexem no preço; o que o faz variar são as integrações, o estado dos dados e o sítio onde têm de ficar alojados.
Porque é que a Tecnea publica os preços no site?+
Porque um preço que não se pode verificar não gera confiança, e na consultoria de IA para empresas publicá-lo ainda é a exceção. Por isso esta página tem o intervalo completo do projeto (desde 850 € o piloto, de 5.000 a 20.000 € o desenvolvimento, desde 250 € por mês a manutenção) e o detalhe do que faz variar o valor, em vez de um formulário de «peça orçamento».
É preciso pagar um diagnóstico antes de começar?+
Não. Não cobramos um diagnóstico à parte. A primeira conversa, de trinta minutos, é gratuita e sem compromisso e serve para saber se há um caso que valha a pena. A análise técnica e o levantamento exaustivo de requisitos fazem parte do piloto, que é o primeiro investimento: além de construir e demonstrar a base da aplicação com os seus casos reais, valida a solução e afina os requisitos, para que o âmbito da implementação se feche com menos incerteza e menos custo.
Como sei que o orçamento não vai disparar a meio do projeto?+
Porque não se fatura por horas. Cada fase tem um âmbito escrito, um preço e uma data, e o que está dentro desse âmbito entrega-se por esse preço, demore o que demorar. Uma alteração de âmbito orçamenta-se à parte e acorda-se antes de a fazer: nunca aparece na fatura algo que não tenha sido falado antes.
Posso começar com um orçamento pequeno e alargar depois?+
Sim, e é a forma recomendada. O piloto é exatamente isso: uma prova de conceito sobre um processo, em duas a quatro semanas, com âmbito e preço fechados desde 850 €, em que vê a base da aplicação a funcionar com os seus casos reais antes de comprometer a implementação. Se não convencer, o projeto fica por aí e o resto do orçamento não se compromete.
É preciso pagar licenças por utilizador?+
Não. Não há licenças por utilizador: o custo não sobe porque entram mais pessoas na equipa. O que se paga todos os meses é a mensalidade, desde 250 € por mês durante o contrato, que inclui a infraestrutura do serviço, a conta com o fornecedor de IA, a manutenção e a evolução.
Quanto custa a manutenção depois da entrega e o que inclui?+
Desde 250 € por mês, durante a vigência do contrato, e inclui a infraestrutura do serviço, a conta com o fornecedor de IA, o suporte, as melhorias, os novos casos de uso e a revisão da conformidade quando mudam as regras ou os modelos. É um ponto de partida e pode subir: a mensalidade concreta depende do volume de uso, da infraestrutura de que a aplicação precisa e do que é preciso manter, e fecha-se por escrito antes da entrega. Enquanto o contrato estiver em vigor é obrigatória, porque é o que mantém a aplicação a funcionar; se decidir terminar o contrato, deixa de ser cobrada.
De quem é o código quando o projeto termina?+
Da sua empresa, por contrato: o código específico do seu projeto, os prompts, as configurações, a documentação e os dados ficam fixados no contrato com cláusulas claras, juntamente com as condições de saída. Os componentes próprios da Tecnea sobre os quais a aplicação é construída continuam a ser da Tecnea e são usados no âmbito do serviço. A infraestrutura e a conta de IA são operadas pela Tecnea dentro da mensalidade enquanto durar o contrato.
Quanto custa se o meu ERP for antigo e não tiver API?+
Integra-se na mesma, por troca de ficheiros, por acesso à base de dados ou pelo mecanismo que esse fabricante permita, mas dá mais trabalho e mais testes: empurra o projeto para a parte alta do intervalo. A forma de integração testa-se durante o piloto, antes de comprometer a implementação.
Preciso de um departamento de informática para manter isto?+
Não, tenha ou não departamento de informática, e também não precisa de ninguém que saiba de inteligência artificial. A sua empresa entra com o conhecimento do negócio e uma pessoa de referência. A aplicação é entregue documentada, e a infraestrutura, a conta de IA e a manutenção ficam a cargo da Tecnea dentro da mensalidade desde 250 € enquanto durar o contrato.
Há apoios públicos para implementar IA numa empresa em Portugal?+
À data de 14 de outubro de 2026, não conhecemos nenhum aviso de candidaturas geral, aberto, que possamos indicar com fonte oficial para financiar um projeto como este. Os avisos do Portugal 2030 abrem e fecham ao longo do ano, cada um com as suas regras e os seus beneficiários. Antes de planear um projeto a contar com esse dinheiro, confirme no portal oficial portugal2030.pt.
Têm escritório em Portugal?+
Não, mas isso não impede visitar um cliente pessoalmente quando o projeto o justifica. A Tecnea trabalha à distância com empresas de Espanha e de Portugal, com sede comercial em Madrid e escritório em Gijón (Astúrias), e atende as empresas portuguesas em português. Diagnóstico, piloto e acompanhamento fazem-se por videochamada, com reuniões presenciais quando o projeto o pede, nas suas instalações ou nas nossas.
Quanto tempo demora a ter isto a funcionar?+
O piloto (a prova de conceito) fica pronto para demonstrar em duas a quatro semanas. A implementação completa, com a aplicação em produção, integrações, permissões, formação e documentação de conformidade, leva mais oito a doze semanas.
Os preços incluem IVA?+
Não. Todos os valores desta página são sem IVA. Quando a Tecnea, que é uma empresa espanhola, fatura a uma empresa com sede em Portugal e com número de IVA intracomunitário válido, aplica-se a regra geral dos serviços entre empresas da União Europeia: a fatura sai sem IVA e é a empresa cliente que autoliquida o IVA em Portugal.
Quanto custaria no seu caso?
Conte-nos o processo que quer melhorar (quem o faz hoje, com que sistemas e quantas vezes por mês) e dizemos-lhe se faz sentido automatizá-lo, que âmbito teria o piloto e que preço fechado tem. Se a resposta for que não compensa, também a vai receber.
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